CCEEF define estratégias para ampliar atuação da engenharia florestal

Brasília, 24 de agosto de 2026.

A Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia Florestal (CCEEF) realizou, entre 19 e 21 de agosto, em Santarém (PA), a terceira reunião ordinária do ano. O encontro reuniu representantes dos Conselhos Regionais para discutir estratégias de fortalecimento da fiscalização, padronização de procedimentos e ampliação da participação da engenharia florestal em espaços de formulação de políticas públicas e legislação ambiental.

Entre as propostas aprovadas estão o monitoramento e a avaliação das ações fiscalizatórias da modalidade nos Creas, com proposição de melhorias e participação no Processo Participativo Anual de Revisão das Metas Nacionais de Fiscalização; a elaboração de Manuais de Fiscalização por Empreendimento; a representação do Confea no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama); e a manifestação acerca das atribuições relativas ao inventário florestal.

Coordenadora Érica Rossi (ao centro), com a adjunta Elizângela Bortoluzzi (à esq.) e o conselheiro federal Nielsen Christianni
(à dir.)

De acordo com a coordenadora da CCEEF e conselheira do Crea do Amapá, eng. ftal. Érica Souza Rossi, as iniciativas discutidas ao longo do ano chegaram a uma etapa decisiva durante a reunião em Santarém. “As iniciativas avançaram significativamente. Consolidamos as diretrizes para a padronização e o fortalecimento da fiscalização no Sistema Confea/Crea, aprovando o plano de monitoramento e avaliação das ações da modalidade florestal nos Regionais. Essa deliberação estrutura um levantamento de dados operacionais dos Creas e viabiliza a execução de uma ação fiscalizatória temática direcionada às prefeituras municipais, com foco na arborização urbana, manejo e manutenção arbórea, terceirizações e regularidade das ARTs”, detalhou. Com a entrega desses roteiros e diretrizes padronizadas, segundo a coordenadora, os Creas terão instrumentos objetivos e baseados em risco para atuar com maior eficiência, otimizando recursos e garantindo a presença de profissionais habilitados nas atividades de maior impacto socioambiental.

Capacitação e atividade de campo
A programação do encontro também incluiu capacitação técnica sobre “Concessões florestais na área de abrangência do Serviço Florestal Brasileiro no Estado do Pará”, ministrada pelo engenheiro florestal Marcelo Melo. Outro destaque foi a visita técnica à Floresta Nacional dos Tapajós, que permitiu aos integrantes da CCEEF conhecer de perto aspectos relacionados à gestão e ao uso sustentável dos recursos florestais em uma unidade de conservação referência na Amazônia.

Visita técnica à Floresta Nacional dos Tapajós

Presença institucional
A reunião tratou ainda de estratégias para ampliar a participação da engenharia florestal nos debates relacionados às políticas públicas e à legislação ambiental. A CCEEF vem acompanhando a tramitação de propostas no Congresso Nacional e buscando fortalecer a representação da modalidade em órgãos colegiados. 

“Para consolidar essa presença, nossas estratégias estão estruturadas em frentes prioritárias. Em primeiro lugar, estamos pleiteando e fortalecendo a representatividade formal da engenharia florestal em órgãos colegiados estratégicos, como o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e conselhos estaduais de meio ambiente. Paralelamente, realizamos o acompanhamento proativo da agenda legislativa, enviando notas técnicas e contribuições aos Projetos de Lei (PLs) em tramitação no Congresso Nacional”, comentou a coordenadora ao explicar que o objetivo central é assegurar que as legislações socioambientais e regulatórias sejam pautadas pelo rigor técnico-científico, garantindo a segurança jurídica da profissão e protegendo a sociedade contra retrocessos.

Próximos passos
Para a última reunião ordinária do ano, a CCEEF pretende consolidar o diagnóstico sobre as ações de fiscalização da modalidade florestal nos Regionais. “A partir da análise consolidada desses dados, avançaremos na proposição de melhorias operacionais e na atuação ativa no Processo Participativo Anual de Revisão das Metas Nacionais de Fiscalização. Paralelamente, daremos continuidade às demais demandas institucionais estratégicas voltadas ao fortalecimento, à valorização e ao protagonismo da engenharia florestal”, adiantou a engenheira Érica.

 

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Julianna Curado
Equipe de Comunicação do Confea